Janeiro 25, 2021

Biden recebe segunda dose da vacina contra a Covid-19

Aplicação em público pretende tranquilizar população dos EUA sobre segurança das vacinas

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu nesta segunda-feira, 11, a segunda dose da vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 como parte de um esforço do próximo governo do presidente eleito para tranquilizar o país sobre a segurança das vacinas.

“Estou com uma roupa muito informal para minha injeção”, disse, brincando, o futuro presidente, antes de tirar o paletó e levantar a manga da camisa, agradecendo a um médico por receber a segunda dose da vacina.

Biden recebeu a primeira dose da vacina no mês passado ao vivo na televisão nacional. O presidente eleito expressou sua confiança na vacina e incentivou os americanos a recebê-la assim que ela estiver disponível para eles.

“Minha prioridade número um é levar a vacina aos braços das pessoas o mais rápido possível, como acabamos de fazer hoje, o mais rápido que pudermos”, disse ele aos repórteres, acrescentando que faria uma reunião virtual mais tarde com sua equipe encarregada da resposta à pandemia e anunciaria uma nova estratégia na quinta-feira.

O anúncio ocorre em um momento em que o lançamento da vacinação avança lentamente no país mais atingido do mundo pelo coronavírus, que já matou cerca de 375.000 pessoas nos Estados Unidos, com média de 3.000 óbitos diários.

Aproximadamente 25,5 milhões das primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 foram enviadas para hospitais, clínicas e lares de idosos em todo o país, mas apenas cerca de 9 milhões foram injetadas, de acordo com dados oficiais.

A vacina da Pfizer e BioNTech, assim como a desenvolvida pela Moderna, requer duas doses administradas com várias semanas de intervalo para atingir quase 95% de eficácia. Ambas as vacinas receberam autorização de uso de emergência pela Food and Drug Administration dos EUA.

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Os profissionais de saúde e residentes de instituições de longa permanência são os primeiros na fila para as vacinas contra o coronavírus, conforme recomendado pelos conselheiros de vacinas do CDC. Os próximos na fila são os idosos, com 75 anos de idade ou mais, e “trabalhadores essenciais da linha de frente”.

A vice-presidente eleita Kamala Harris recebeu a primeira dose da vacina Moderna na câmera uma semana após Biden ter recebido sua injeção em dezembro. O porta-voz da transição, Jen Psaki, disse que Biden e Harris estavam escalonando a vacina por recomendação de especialistas médicos.

O presidente Donald Trump ainda não recebeu a vacina. Um oficial da Casa Branca disse anteriormente à CNN QUE Trump estava recebendo os benefícios do coquetel de anticorpos monoclonais que recebeu depois de ter testado positivo para Covid-19 no outono, mas que o presidente provavelmente tomaria a injeção assim que fosse recomendada por sua equipe médica.

A prioridade mais urgente de Biden quando ele assumir o cargo será lidar com a pandemia. O presidente eleito terá como objetivo liberar quase todas as doses disponíveis da vacina contra o coronavírus quando assumir o cargo, informou a CNN na semana passada, o que é uma ruptura com a estratégia da administração de Trump de reter metade da produção de vacinas dos Estados Unidos para garantir que as segundas doses estejam disponíveis.

Ele se comprometeu a distribuir 100 milhões de vacinas de Covid-19, o que é suficiente para cobrir 50 milhões de americanos, em seus primeiros 100 dias no cargo. Biden também disse que vai aprovar um pacote de ajuda econômica contra o coronavírus no Congresso, uma meta que foi ajudada pelos democratas que ganharam o controle do Senado no início deste mês.

Biden enfatizou a necessidade de continuar com o distanciamento social e usar máscaras, e acrescentou que estava “chocado” com o fato de os legisladores republicanos se recusarem a usar máscaras quando foram forçados a um ‘lockdown’ de segurança durante a invasão ao Capitólio na semana passada por partidários do presidente Donald Trump.

“Acho que é irresponsável. Não é uma questão política, é uma questão de segurança pública”, disse Biden.

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