Abril 16, 2021

Uruguai fecha as fronteiras até 10 de janeiro por conta da Covid-19

Presidente afirmou que 'a segunda onda do mundo é a nossa primeira onda' para justificar a medida restritiva

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou na quarta-feira 16 novas medidas para conter a Covid-19 no país. Entre as restrições anunciadas está o fechamento das fronteiras entre 21 de dezembro a 10 de janeiro.

A medida, no entanto, tem uma brecha. Ela permite que os uruguaios que já adquiriram uma passagem entrem ou saiam do país. O transportes de carga também estão isentos das restrições.

Anteriormente, o país permitia a entrada do exterior a uruguaios, residentes ou por questões de trabalho ou família, entre algumas outras exceções.

Outros anúncios foram a suspensão dos espetáculos públicos também até 10 de janeiro, a regulamentação do direito de reunião e a ratificação do fechamento de bares e restaurantes todos os dias às 00h. O Parlamento deverá debater os decretos emitidos pelo governo para implementar essas medidas.

“A segunda onda do mundo é a nossa primeira onda”, explicou Lacalle Pou, destacando que o número de casos de Covid-19 no Uruguai continua a ser muito inferior ao de outros países.

O Uruguai atravessa, no entanto, desde o mês passado um crescimento exponencial nos casos de Covid-19, e soma 10.893 infecções e 102 mortes pela doença em uma população de 3,4 milhões de pessoas. Nas últimas 24 horas, foram registradas 476 novas infecções e quatro óbitos no país, o maior número desde março, segundo dados oficiais.

No início da quarta-feira, membros do Grupo Assessor Científico Honorário (GACH), órgão consultivo formado por especialistas, disseram em entrevista coletiva que, se a tendência não mudar, “o país entrará na zona vermelha” em 26 de dezembro.

Até junho, o Uruguai teve vários dias consecutivos sem nenhum novo caso, mas, desde outubro, e principalmente a partir de novembro, as infecções começaram a disparar, atingindo um recorde de 533 em 13 de dezembro.

Lacalle Pou mais uma vez afastou qualquer possibilidade de decretar o confinamento obrigatório, medida que seu governo nunca ordenou, e disse estar convencido de que os uruguaios “vão reagir” à nova situação.

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